Não sei se você já viu, mas está rolando pela web o vídeo que reproduz a discussão entre o Fábio Fernandes, presidente da F/Nazca e o Nizan Guanaes, presidente de um monte de coisas….
Vi este vídeo no blog do Fábio Seixas, mas vou reproduzir aqui para que logo após, você continue lendo meu texto abaixo.
Bem, acreditando que viu toda a cena, recebi há pouco um email que reproduzia um email que o Fábio Fernandes supostamente escreveu à toda sua equipe, talvez para justificar a sua participação no “debate”.
Não cabe aqui reproduzir na íntegra, pois apesar de ter recebido de fonte confiável, esta recebeu de uma outra fonte, que veio de outra…e vocês já devem entender que possa não ser do citado autor.
Mas apesar disso, tem um parágrafo que me chamou muito a atenção e queria que você lê-se:
“Não é à toa que ele está tão preocupado com a crise de liquidez que todos vamos enfrentar nos próximos tempos. Ele sabe que o dinheiro, quanto mais valioso e raro fica, melhor tem que ser aplicado. E, com menos dinheiro, é a inteligência o que a propaganda vai voltar a exigir. Quanto mais economizarmos, compensados por uma mensagem forte e memorável, mais eficientes seremos para os nossos clientes. Ninguém lembra de um amigo medíocre que fala pouco, alguns até se recordam de um amigo chato que fala muito, mas todos sentem saudades do amigo genial que falava coisas legais. Ou seja: o modelo de negócio dele desmoronou. A festa acabou para quem não passava de vendedor de um montão de espaço na mídia e começou para quem tem o Que e o Como dizer nesse espaço, que será inevitavelmente menor.”
Independente das questões pessoais, o que imagino que já está acontecendo no mercado é exatamente a previsão do Fábio, ou seja, as empresas não podem mais se dar o luxo de apenas ocuparem espaços de mídia disponíveis, e da mesma forma, não creio que seja também o Que e o Como citado pelo presidente da F/Nazca, mas somado o Quanto Vende.
É claro que um planejamento estratégico de comunicação bem estruturado, embasado, com uma linha criativa redonda e impactante são fatores importantes para se obter resultados, mas mais do que isso, é saber como se relacionar com o público-alvo, como entender efetivamente seus desejos e necessidades e claro, atender a estes desejos, sem falsas promessas.
Faz muito tempo que a propaganda mudou, o relacionamento entre as marcas e seus consumidores mudou, a responsabilidade das empresas com a sociedade aumentou, ou seja, não basta o horário nobre para vender.
E todos nós sabemos que a vida é feita de ciclos, e nisso eu concordo com o Fábio Fernandes. O atual momento certamente irá provocar uma seleção natural no mercado como um todo.
O que podemos aprender com estes dois ícones da propaganda brasileira? Bem, eu aprendi que ego só serve para inflar balão…








