Não podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo, mas nem por isso ficamos sem obter informações importantes. É uma das vantagens da web.
O Luis Alberto Marinho, colunista do BlueBus esteve na coletiva da eBit em São Paulo e nos trouxe algumas informações interessantes sobre o crescimento do volume de consumo nas lojas online.
Segundo conta, “o levantamento (…) mostrou que o faturamento do setor cresceu 45% no 1o semestre de 2008, na comparação com 2007, movimentando cerca de R$ 3,8 bilhões. O número de consumidores aumentou 42%, totalizando 11,5 milhões de usuários, dos quais 37% podem ser considerados heavy users, ou seja, realizaram pelo menos 4 transaçoes nos últimos 6 meses“.
Buscando mais informações em outras fontes, cheguei ao crescimento de cerca de 16% no número de lojas online em 2007, com previsão de 2008 ser muito maior, inclusive com a movimentação de grandes varejistas, como o Wal-Mart.
Aqui na empresa estamos observando um crescimento da mesma ordem de empresas buscando solução de implementação de lojas virtuais, bem como um grande número de consultas sobre a gestão de eCommerce e o uso de ações de email marketing.
Mas o que quero alertar é que estão entrando no mercado a cada ano novos e-consumidores, aumentando as excelentes perspectivas do setor, mas ao mesmo tempo, aumenta o volume de opções e todos sabemos que na web, a troca de uma loja pela outra é na mesma velocidade de um clique.
Se é seu caso, ser gestor de uma loja online - ou pelo menos ficou responsável por estudar o mercado e apresentar para a empresa um planejamento de negócios online - é importante ter em mente que terá que desenvolver diferenciais.
Dentre centenas de estratégias para tal, não posso deixar de apontar para uma importante - afinal preciso fazer a empresa ter resultado - que é o uso estratégico do Vale-Compras. Ele pode e deve ser usado como um diferencial na decisão de compra, visto que naturalmente o consumidor tem o raciocínio de que na web, os valores de compra são mais baratos.
Encare o uso de vales, descontos, etc, como investimento para captar clientes para sua loja e não caia no raciocínio (o que é natural) de que o “desconto” é diminuição da margem. Este pensamento muda quando você faz um simples cálculo:
1. Investimento em um canal de Mídia: R$ 10.000
2. Quantidade de pessoas que acessaram: 40.000 (custo do clique R$ 0,25)
3. Quantidade de pessoas que fizeram um pedido na sua loja: 400 (1% é um número interessante)
4. Quantidade de pessoas que finalizaram o pedido, ou seja, pagaram o produto: 240 (60% sobre os 400)
5 Custo de Aquisição de um cliente: R$ 42 (10.000 divididos por 240)
6. Ver as vendas crescendo: não tem preço
Ou seja, nesta operação, neste canal, sua empresa gastou R$ 42,00 para provocar que uma pessoa realmente convertesse uma compra, neste caso inclusive, gerando cadastro em sua base de dados.
Agora, se você tiver uma opção de investir R$ 30 para conquistar um cliente que realmente vai comprar em sua loja e melhor, sua empresa “pagará” este valor apenas se a compra for efetivada?
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Essa estatística do “faturamento” e dos clientes das vendas online é nacional ou mundial??
Oi Juliano, segundo a pesquisa do eBit, trata-se de números do Brasil, incrível né?