Arquivo de categoria 'Comunicação'

Aposto que blogs podem funcionar como PA de atendimento ao cliente.

5 September 2008
Ricardo Cabianca
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Como muitos, fico muito satisfeito quando me deparo com a formatação de alguma coisa nova. Inclusive hoje aqui na empresa estávamos em uma reunião discutindo o resultado de vendas de uma das lojas que gerenciamos e descobrimos que comparar o resultado\ações deste ano com o ano anterior, pode não dizer nada, visto que o mercado na web é extremamente volúvel.

E a nossa querida Internê está em constante mutação. Para alguns isso é uma grande dor de cabeça, mas para outros alguns é a oportunidade de gerar negócios, abrir oportunidades e promover crescimento onde não parecia haver algum.

Com o constante debate sobre o que fazer e como fazer para um blog ser rentável, se pode ou não conter publicidade - o que foi muito debatido no último BlogCampSP, onde eu estive com o objetivo de ouvir muito mais do que falar - é importante sair do quadrado umbigosférico e perceber que temos (digo temos, nós, que estamos de alguma forma desbravando estes novos canais) a obrigação de testar e mostrar ao mercado quais são as possibilidades.

E com esta idéia na cabeça e um mouse na mão, vi uma situação que pode ser a ponta de um iceberg de uma atividade que já havia apresentado para alguns pares: um blog pode e deve ser encarado como um canal de comunicação e relacionamento, mais precisamente um PA (Ponto de Atendimento, aquelas “baias” onde tem uma moça que atende o 0300 e diz “estarei enviando”….) de call center.

A situação a que me refiro foi um post com o título “Problema”, publicado pela Rosana Herman, responsável pelo blog do Skype no Brasil, que explicava que aquele espaço - e o fórum que eles mantêm - “é colaborativo.” E completava: ”Esta é a chave de toda a Internet, a ajuda mutua. A cooperação é a chave da disseminação da informação.”

Não sei se foi o objetivo, mas me pareceu que apertaram o gatilho mirando numa mosca e acertaram um vespeiro. Mas calma, um vespeiro positivo, se a marca souber atuar sobre.

O resultado do texto foram 39 comentários, sendo que 22 apontados para um mesmo problema. Agora vamos a minha visão:

. Pode ser que o Skype não tivesse percebido o tal problema e com o resultado dos comentários, se anteciparam a uma avalanche de reclamações.

. Ninguém “pegou pesado” nos comentários, mas a agilidade para solucionar o problema - ou pelo menos oferecer algum retorno e explicação, será fator determinante para manter a marca positiva

. A participação nos comentários de um profissional de atendimento ao cliente (o que realmente aconteceu) deixaria registrado para os demais leitores e\ou usuários a agilidade e o cuidado da empresa com seus clientes.

. E o que eu sempre afirmo: opinião negativa é informação estratégica.

Portanto, enquanto alguns ficam discutindo se o editor de blog falar sobre marca perde a credibilidade ou como “vender” um blog para o mercado publicitário\anunciante, tem gente experimentando e talvez acertando a mão sobre como promover resultados para as empresas. E resultados nem sempre são tráfego e exposição de marca, mas além de venda (que é o resultado mais esperado), a construção do relacionamento e conquista da empatia do consumidor.
Eu aposto que os blogs podem ser encarados como pontos de atendimento, comunicação e relacionamento das marcas com os consumidores, quem mais aposta?

Quer conhecer a Microsoft por dentro?

4 September 2008
Ricardo Cabianca
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Isso é apenas para descontrair….mas dá para conhecer um pouco da Microsoft assistindo um novo programa de televisão.

Descobri há pouco tempo um canal da tevê paga TVA, chamado Ideal TV - da Abril - que é muito bom por dois aspectos: o primeiro é porque a grade da programação é toda (ou quase toda) voltada para assuntos do dia-a-dia corporativo e a segunda é, como se trata de um canal novo (e possivelmente com baixíssima audiência) não existem muitos breaks e os que acontecem são rápidos.

Tenho assistido alguns programas lá e confesso que o conteúdo é bem interessante, inclusive a estrutura informal e informações que ás vezes não vemos em outras empresas de mídia eletrônica.

Um dos programas que gostei se chama “Empresa Ideal”, onde “o consultor em comunicação, ator e jornalista Márcio Mussarela visita uma delas. O resultado? Um programa cheio de aprendizado, humor e depoimentos emocionantes.

Como todos os leitores deste blog conhecem a Microsoft, vale a pena “dar uma volta” na parte descontraída da empresa, assistindo um trecho do programa que apresentou a empresa. Pena que o pessoal da Ideal TV não disponibiliza um “embed” - o que seria extremamente moderno, dinâmico e apontaria a vanguarda do canal - então você precisa ir até lá!

Agora, uma crítica: a equipe que cuida do site deve ter problemas, porque me cadastrei lá, mas não consigo interagir com o site, visto que após login (que demorou umas 3 tentativas) cada link que clico sou “jogado” para a área de login novamente….

:(

Uma rede social não se mede pela audiência e sim pelo resultado que ela pode gerar.

29 August 2008
Ricardo Cabianca
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Já é a segunda vez nesta semana que cito o Marcelo Coutinho aqui, mas desta vez “ele foi longe”…rs

Durante o dia de hoje, recebi um email dele encaminhando seu raciocínio sobre o valor de uma rede social e que foi publicado no blog da Idéias 2.0. Juro que passei o resto da tarde e princípio da noite ruminando as conclusões, ou pelo menos, as “levantadas de bola” que o Marcelo fornece em seu texto.

E como nesta vida de rede social, os nós são interligados por hyperlinks, aqui vai a minha visão sobre o que imagino ser o “valor de uma rede social“.

A primeira “bola” que o “levantador” oferece é esta: “Uma primeira aproximação do mercado [com as Redes Sociais] é a de medir o valor de uma rede social pela sua audiência, o que é um equívoco, pois equivale a igualar um “espectador” a um “amigo” ou “inimigo”.

Concordo plenamente e este é o maior erro do mercado publicitário - e seus clientes anunciantes. Estão tentando enxergar as mídias sociais com os mesmos olhos dos veículos de mídia, digamos, tradicionais.

Uma pequena, antiga e rápida história para ilustrar. Em 1992 eu atendia uma grande indústria de cerveja, que tinha um produto que estava perdendo mercado. Dentre algumas estratégias colocadas em prática, a que ficou sob minha responsabilidade foi a de identificar em algumas cidades, pessoas influentes que tinham o costume de oferecer em suas residências, festas, jantares… O que fizemos: “contratamos” estas pessoas, as treinamos sobre o produto e “patrocinamos” as festas, somente para que falassem sobre o produto, servissem o mesmo e seus convidados saíssem de lá com o pensamento: “se fulano bebe a cerveja xpto, eu também vou beber…”.

Agora, uma pequena, rápida e atual história. Em uma das lojas que administramos aqui na empresa, a Sepha Perfumes, os consumidores tem a liberdade de comentar o que acham dos produtos, chegando ao ponto de quase virar um “chat”, como é o caso do 212 Sexy de Carolina Herrera. Se um consumidor está em dúvida sobre determinado produto, creio que 13 pessoas falando sobre, pode, no mínimo, levantar a atenção sobre o mesmo.

O que estou declarando é que o Marcelo foi perfeito e brilhante em tentar demostrar em números - e ele raciocína assim, afinal não seria diretor do Ibope Inteligência - o quanto vale uma rede social. Mas melhor do que isso, foi entender que não é possível “valorar” uma rede social, como os anunciantes e suas respectivas agências teimam fazer, para tentarem entender e usar este segmento.

Ainda não temos métricas padronizadas - e acho que um dia até podemos chegar a tê-las - mas certamente o maior valor das redes sociais está no resultado que elas podem provocar.

Por exemplo, será que uma das treze mulheres que comentaram sobre o perfume na Sepha não provocou pelo menos um venda? Claro que sim! Tanto que além de medirmos isso internamente, promovemos tal canal.

O que está claro é o seguinte: o que aumentou foi o trabalho braçal e de inteligência para captar todas as formas de comunicação segmentada e pulverizada em diversos canais e centenas de milhares de nichos de público. E quem quiser se estabelecer neste novo mercado, terá que suar a camisa, e muito!

O que confirma a conclusão do Marcelo em seu artigo: “Capital social não se “compra”, se constrói. Através de interações relevantes, recíprocas e duradouras –ou seja, um projeto de comunicação com redes sociais não vai caber na régua estreita do “ROI” de orçamentos mensais. Mais do que grandes números –ou investimentos— exige um trabalho constante e perene.

[update ultramegafast] O que profissionais atuantes nas mídias sociais falam sobre a relação das empresas com estes canais

Porque os investimentos em publicidade podem virar “prejuízo” com o crescimento das mídias sociais.

26 August 2008
Ricardo Cabianca
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O título é grande, porque não consegui fazer algo menor - mas com um grande impacto - justamente para chamar a atenção.

Na semana passada recebi um artigo do Marcelo Coutinho, publicado no informativo da Revista Bites (mas o original foi publicado na IDGNow e reproduzido na Bites com autorização do autor), mas só agora parei para ler.

Vai lá ler, mas já adianto que é um exemplo prático de como qualquer grande investimento em mídia - a publicidade como conhecemos - pode ser “derrubada” por um simples deslize a frente de um consumidor antenado e que faz parte, de alguma forma, das mídias sociais.

O Marcelo Coutinho é Diretor do Ibope e já tive o prazer de trocar algumas palavras e ouví-lo em algumas palestras. Ele presenciou uma falta de respeito de um carro-forte, a frente de um banco - grande investidor em mídia - que defente o “respeito ao consumidor”.

No texto, ele mostra de maneira clara, como as empresas estão sofrendo para gerenciar sua marca - que já era difícil antes - mas agora ficou perto do impossível, visto o “poder do consumidor” e da propagação das suas opiniões.

Mas não se assustem, caros gerentes de marketing e empresários. Para tudo tem solução e a primeira, neste caso, é fazer com que todos os seus funcionários e tercerizados sigam a mesma cartilha de cuidados com a marca, e em segundo lugar, fazer com que os profissionais ligados diretamente ás áreas estratégicas das empresas, entendam a nova lógica do consumidor na web.

Não sei o público do produto. Vamos anunciar para todos…

23 August 2008
Ricardo Cabianca
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É claro que não dá para imaginar que a simplicidade do raciocínio citado no título acima passou pela cabeça dos planejadores, criativos da AlmapBBDO e dos executivos da Volkswagen, mas não seria nada estranho….

Foi a primeira coisa que pensei quando vi o novo filme do New Bettle! São vários nichos de perfil de público: brancos, negros, mulheres, homosexuais, pessoas da terceira idade, etc etc etc.

As vezes as grandes idéias surgem de pensamentos simples.

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