Arquivo de categoria 'Comunicação'

Credibilidade está no autor e não no meio.

23 August 2008
Ricardo Cabianca
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Este será um texto curto, e antes que você pense em polemizar, é apenas para registrar meu pensamento.

Acabei de ler uma pequena matéria na Folha Online, com o sugestivo título: “Para executivos, jornal é o meio de comunicação mais confiável.

A matéria afirmava que “para 56% dos executivos das maiores empresas do país ouvidos na pesquisa, a mídia impressa (jornais e revistas) é a principal fonte de atualização e conhecimento. A razão para tal preferência, como indica o mesmo levantamento, está relacionada à confiabilidade desses veículos.

Bem, creio que dá para questionar esta afirmação - mesmo apresentada como resultado de uma pesquisa, visto que se o que os executivos lêem na mídia impressa puder ser lido na web, então o “meio” é o que menos importa, e sim a forma como a informação é trazida, e principalmente, por quem é trazida.

Outro ponto interessante que se destaca na minha opinião é a afirmação de que 51% dos executivos entrevistados gostam mais de ler notícias no papel, enquanto 9% optam pela internet e 37% usam os dois.

Verificando o público da tal pesquisa, a Folha aponta que foram entrevistados 260 “comandantes” de empresas de todo o país. Sendo este número, dá para se ter uma idéia que se trata de - talvez - um seleto grupo de profissionais que, talvez por conta da idade ou até mesmo de “tempo”, não tem a cultura web forte em sua vida.

Diferente, certamente, dos outros milhares de “comandantes” de empresas, que fazem efetivamente o Brasil funcionar, promovendo empregos, consumo, ciclo econômico, que tem o governo como “sócios”, etc etc etc.

Ou seja, quem quer gerar resultado efetivo com a web, deve mirar nas empresas que não tem os 260 entrevistados….

Mídias Sociais 2.0

18 August 2008
Ricardo Cabianca
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Se pensarmos em evolução, tal qual o que conhecemos como web 2.0, creio que podemos pensar que as mídias sociais já estão na versão 2.0, visto o grande movimento em torno destes canais e a avalanche de atividades ocorrendo, tudo ao mesmo tempo agora.

É o que aponta a Wagner Fontoura, editor do Boombust, quando convoca um grande número de profissionais para participarem do “Mídias Socias em Debate 2008“. Uma evolução do primeiro debate ocorrido no ano passado, onde o objetivo era - segundo o próprio Wagner, “criar conteúdo de base, sobre o qual se formou, no decorrer do ano seguinte, uma trilha que levaria à consolidação dos blogs como mídia relevante, como modelos de negócio.

E neste ano, o debate abre o leque para todos os canais de mídias sociais, já apontando para inclusive, ser um “esquenta” para o Fórum de Mídias Socias e Digitais (FMDS), que está programado para acontecer no final do ano e que nas próximas semanas já ganhará formato e estrutura.

Bem, fui convidado pelo Wagner para assumir a moderação de um dos painéis, sendo:

Painel 3: Modelos de negócios para a web 2.0

O trabalho não será fácil, visto o naipe dos profissionais que farão parte deste painel. Mas como tudo na vida, trata-se de mais um desafio para todos nós, principalmente porque se trata de um novo meio, novos canais, novas formas de se relacionar e gerar resultados.

Tal qual o Wagner, não acredito em verdades absolutas, mas creio em uma troca franca de idéias, experiências e resultados que nos fazem formar e\ou mudar opiniões, sempre com foco em melhorar cada vez mais.

“Modelos de negócios para a web 2.0″ é um tema interessante e apresenta margem para um sem número de discussões, mas deixarei o “conteúdo” para o debate.

O que gostaria é de convocar você, para participar da formação de mais um segmento de comunicação e fazer mercado, quem sabe participar de mais um capítulo da história da Internet brasileira.

Quando uma promoção pode derrubar o valor de uma marca.

17 August 2008
Ricardo Cabianca
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Este texto estava guardado há tempos, mas agora - depois que a promoção saiu do ar - acho que posso trazê-lo para cá. O objetivo é alertar aos gestores de marketing e suas respectivas agências de comunicação, para o que não deve ser feito.

Uma empresa de varejo, no segmento de perfumaria e cosmético teve a grande idéia de desenvolver uma ação promocional, com base no filme “Resident Evil 3: A Extinção”, onde a breve sinopse descreve: “O vírus experimental infectou a população, que se transformou em zumbi. Os poucos sobreviventes seguem em comboio rumo ao Alasca, onde acreditam que estarão a salvo. Dirigido por Russell Mulcahy (Highlander) e com Milla Jovovich no elenco.

O material da promoção - que recebemos via email - tinha como texto em destaque: “A batalha pelos prêmios vai começar e estar cheiroso faz parte da promoção“.

E a mecânica para participação da promoção determinava que, além de comprar acima de um valor para ganhar entradas para o filme, as 20 melhores respostas ganhariam “hits” do filme. Só que a pergunta era: “Para você, qual deve ser o cheiro da vitória em uma guerra? Por quê?

Vamos aos fatos:

1. Uma empresa de perfumes e cosméticos atua sobre o conceito da vaidade e bem estar. O foco naturalmente são as mulheres, que em média representam 70% do consumo.

2. Quem usa um perfume, não busca um “cheiro” e sim uma “fragância”.

3. Numa guerra, o “cheiro” que se pode imaginar é de destruição, sofrimento e sangue, ou seja, não combina em nada com o conceito de uma empresa de perfume e cosméticos.

Não vou questionar quem planejou e principalmente quem aprovou a tal promoção, mas gostaria de chamar a atenção sobre a responsabilidade sobre estratégias das empresas.

É claro que não temos como prever os resultados negativos, eu mesmo já promovi algumas estratégias que deram errado, mas certamente podemos e devemos (digo, os responsáveis por gerar resultados em suas empresas) minimizar os riscos.

O que quero alertar é que não basta “promover” para gerar vendas. É necessário se pensar em uma lista grande de impactos, a começar pelo posicionamento da marca e segmento em que atua, sobre o tipo de prêmio ofertado, de acordo com o perfil do público-alvo, e numa dúvida, perguntar a uma pequena base de clientes elimina muitos erros.

Espero que a tal empresa - que certamente não irei mencionar o nome - tenha tido algum resultado, pelo menos não tenha amargado resultado negativo em relação a marca.

Mas fica o alerta e o registro.

Boa sorte!!!

Para rir e aprender (aprender??) a se comportar em uma entrevista de emprego.

13 August 2008
Ricardo Cabianca
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Estava eu zapeando na TV (tenho TVA em casa) quando encontrei um canal chamado Ideal TV, que descobri agora ser da Editora Abril.

O programa que estava passando era sobre empreendedorismo, chamado Fiz do Zero, que tem como objetivo apresentar histórias de sucesso empreendedor. O convidado da noite era o Rogério Rubini, fundador da Contém 1g, empresa que começou vendendo malha a quilo - daí a origem do nome, mudou de foco para perfumes, e agora se reposiciona para ser a primeira franquia especializada em maquiagem.

Apenas um dado, o mercado de make-up é o que mais cresce no mundo e coloca o Brasil no quinto lugar em consumo deste segmento, afinal, quem tem produtos ligados a fé, fome ou vaidade é destinado ao sucesso.

Mas voltando ao texto e ao sentido do título, após a história da empresa de cosméticos, surge um programa chamado “Você X Gutemberg”, que se explica sendo um “game”, onde um executivo tem seu curriculum avaliado pelo próprio Gutemberg - um profissional de recursos humanos que tem uma consultoria deste setor -, responde a perguntas, ganha ou perde pontos para no final ser contemplado - caso ganhe a disputa com outros candidatos - a uma consultoria gratuita do próprio Gutemberg.

A idéia é boa, mas me lembrou o Aprendiz - claro, na parte cômica - porque o “seu” Gutemberg aponta o dedo para o candidato, respira fundo e diz em tom sério: “Você perdeu……..10 pontos.”

Até dá para tirar algumas lições sobre como preparar um curriculum, como se vestir - aquele bythebook básico - mas o mais interessante é ver as expressões do candidato, em reação a forma como o Gut (já fiquei íntimo do Gutemberg) se altera quando vê alguma coisa errada ou o candidato vai mal nas respostas.

Se você tem TVA, sugiro que conheça o canal Ideal, mas dá para ver alguns trechos dos programas no site da empresa.

Divirta-se!

Como desenvolver um produto e gastar pouco em publicidade.

12 August 2008
Ricardo Cabianca
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O Rafael Amaral, blogueiro do Estagiaridade - que aliás virou leitura obrigatória do meu Google Reader - apresentou um texto sobre 7 idéias para reduzir os gastos com publicidade, que ele compilou\traduziu do blog Fresh Creations.

A idéia do texto original é apontar quais os pontos necessários para se desenvolver um produto capaz de ser tão desejado pelos consumidores que não precisaria de muito investimento em publicidade. E os 7 primeiros pontos destacados pelo Martijn van Osch são:

1 - Fazer um produto que realmente ajude as pessoas

2 - Fazer um produto que realmente supra uma necessidade das pessoas

3 - Fazer um produto de fácil compreensão

4 - Fazer um produto que não seja um produto velho com sabor ou marca nova

5 - Fazer um produto que perdure

6 - Fazer um produto que possa ser reciclado

7 - Mostrar que a marca realmente se importa

Como a “brincadeira” é tentar apontar outros pontos necessários para que o produto não precise de muita divulgação, sugiro que:

8 - Seja lucrativo para investimento na própria empresa e no próprio produto.

Mas na minha visão, o ato de se criar um produto com estas características não é fator que determine um baixo investimento em comunicação, visto que o problema atual (dos altos investimentos em publicidade) não está no produto e sim na quantidade de marcas. Isso sim é a grande questão. Como fazer com que uma marca - e respectivamente seu produto - seja tão desejada que mesmo que fique de fora dos 30″, seja consumida?

É a pergunta, na qual a resposta vale um milhão de dólares!

E creio que não tenha uma receita pronta para isso. É claro que existem centenas de casos que podemos avaliar e tirar proveito, como benchmark, mas com o advento da web e a capacidade que o consumidor tem de interagir com as marcas - e principalmente entre si - são várias as ações que devemos tomar.

Mas gostaria de fazer uma outra lista, como das marcas que realmente atendem os quesitos acima (ou boa parte deles) e que realmente são desejadas - sem muito investimento em comunicação.

Sinceramente não lembrei de nenhuma no momento, até porque a esta hora não funciono direito, mas se for lembrando - ou recebendo indicações via comentários - vou publicando aqui.

Grande abraço!!

[update] Não pensei ainda em alguma marca que tenha a capacidade de ser tão desejada que nem precisa de muito investimento em comunicação, mas achei um texto excelente do Fernando Alphen no blog do Grupo de Planejamento que traduz de forma interessante o que são e para que servem as marcas. Apenas um trecho para dar o gostinho: “Marcas são a virtualização arquetípica das atitudes sintomáticas das pessoas, as manifestações das personalidades por símbolos interpostos, visando relacionar e situar o homem moderno no seu ser/estar, frente à sociedade, ao outro, a seu destino incerto, blábláblá.”

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