Arquivo de categoria 'Corporativo'

Quer conhecer a Microsoft por dentro?

4 September 2008
Ricardo Cabianca
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Isso é apenas para descontrair….mas dá para conhecer um pouco da Microsoft assistindo um novo programa de televisão.

Descobri há pouco tempo um canal da tevê paga TVA, chamado Ideal TV - da Abril - que é muito bom por dois aspectos: o primeiro é porque a grade da programação é toda (ou quase toda) voltada para assuntos do dia-a-dia corporativo e a segunda é, como se trata de um canal novo (e possivelmente com baixíssima audiência) não existem muitos breaks e os que acontecem são rápidos.

Tenho assistido alguns programas lá e confesso que o conteúdo é bem interessante, inclusive a estrutura informal e informações que ás vezes não vemos em outras empresas de mídia eletrônica.

Um dos programas que gostei se chama “Empresa Ideal”, onde “o consultor em comunicação, ator e jornalista Márcio Mussarela visita uma delas. O resultado? Um programa cheio de aprendizado, humor e depoimentos emocionantes.

Como todos os leitores deste blog conhecem a Microsoft, vale a pena “dar uma volta” na parte descontraída da empresa, assistindo um trecho do programa que apresentou a empresa. Pena que o pessoal da Ideal TV não disponibiliza um “embed” - o que seria extremamente moderno, dinâmico e apontaria a vanguarda do canal - então você precisa ir até lá!

Agora, uma crítica: a equipe que cuida do site deve ter problemas, porque me cadastrei lá, mas não consigo interagir com o site, visto que após login (que demorou umas 3 tentativas) cada link que clico sou “jogado” para a área de login novamente….

:(

Uma rede social não se mede pela audiência e sim pelo resultado que ela pode gerar.

29 August 2008
Ricardo Cabianca
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Já é a segunda vez nesta semana que cito o Marcelo Coutinho aqui, mas desta vez “ele foi longe”…rs

Durante o dia de hoje, recebi um email dele encaminhando seu raciocínio sobre o valor de uma rede social e que foi publicado no blog da Idéias 2.0. Juro que passei o resto da tarde e princípio da noite ruminando as conclusões, ou pelo menos, as “levantadas de bola” que o Marcelo fornece em seu texto.

E como nesta vida de rede social, os nós são interligados por hyperlinks, aqui vai a minha visão sobre o que imagino ser o “valor de uma rede social“.

A primeira “bola” que o “levantador” oferece é esta: “Uma primeira aproximação do mercado [com as Redes Sociais] é a de medir o valor de uma rede social pela sua audiência, o que é um equívoco, pois equivale a igualar um “espectador” a um “amigo” ou “inimigo”.

Concordo plenamente e este é o maior erro do mercado publicitário - e seus clientes anunciantes. Estão tentando enxergar as mídias sociais com os mesmos olhos dos veículos de mídia, digamos, tradicionais.

Uma pequena, antiga e rápida história para ilustrar. Em 1992 eu atendia uma grande indústria de cerveja, que tinha um produto que estava perdendo mercado. Dentre algumas estratégias colocadas em prática, a que ficou sob minha responsabilidade foi a de identificar em algumas cidades, pessoas influentes que tinham o costume de oferecer em suas residências, festas, jantares… O que fizemos: “contratamos” estas pessoas, as treinamos sobre o produto e “patrocinamos” as festas, somente para que falassem sobre o produto, servissem o mesmo e seus convidados saíssem de lá com o pensamento: “se fulano bebe a cerveja xpto, eu também vou beber…”.

Agora, uma pequena, rápida e atual história. Em uma das lojas que administramos aqui na empresa, a Sepha Perfumes, os consumidores tem a liberdade de comentar o que acham dos produtos, chegando ao ponto de quase virar um “chat”, como é o caso do 212 Sexy de Carolina Herrera. Se um consumidor está em dúvida sobre determinado produto, creio que 13 pessoas falando sobre, pode, no mínimo, levantar a atenção sobre o mesmo.

O que estou declarando é que o Marcelo foi perfeito e brilhante em tentar demostrar em números - e ele raciocína assim, afinal não seria diretor do Ibope Inteligência - o quanto vale uma rede social. Mas melhor do que isso, foi entender que não é possível “valorar” uma rede social, como os anunciantes e suas respectivas agências teimam fazer, para tentarem entender e usar este segmento.

Ainda não temos métricas padronizadas - e acho que um dia até podemos chegar a tê-las - mas certamente o maior valor das redes sociais está no resultado que elas podem provocar.

Por exemplo, será que uma das treze mulheres que comentaram sobre o perfume na Sepha não provocou pelo menos um venda? Claro que sim! Tanto que além de medirmos isso internamente, promovemos tal canal.

O que está claro é o seguinte: o que aumentou foi o trabalho braçal e de inteligência para captar todas as formas de comunicação segmentada e pulverizada em diversos canais e centenas de milhares de nichos de público. E quem quiser se estabelecer neste novo mercado, terá que suar a camisa, e muito!

O que confirma a conclusão do Marcelo em seu artigo: “Capital social não se “compra”, se constrói. Através de interações relevantes, recíprocas e duradouras –ou seja, um projeto de comunicação com redes sociais não vai caber na régua estreita do “ROI” de orçamentos mensais. Mais do que grandes números –ou investimentos— exige um trabalho constante e perene.

[update ultramegafast] O que profissionais atuantes nas mídias sociais falam sobre a relação das empresas com estes canais

Aumentou o número de consumidores na web e sua empresa o que está fazendo?

19 August 2008
Ricardo Cabianca
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Não podemos estar em vários lugares ao mesmo tempo, mas nem por isso ficamos sem obter informações importantes. É uma das vantagens da web.

O Luis Alberto Marinho, colunista do BlueBus esteve na coletiva da eBit em São Paulo e nos trouxe algumas informações interessantes sobre o crescimento do volume de consumo nas lojas online.

Segundo conta, “o levantamento (…) mostrou que o faturamento do setor cresceu 45% no 1o semestre de 2008, na comparação com 2007, movimentando cerca de R$ 3,8 bilhões. O número de consumidores aumentou 42%, totalizando 11,5 milhões de usuários, dos quais 37% podem ser considerados heavy users, ou seja, realizaram pelo menos 4 transaçoes nos últimos 6 meses“.

Buscando mais informações em outras fontes, cheguei ao crescimento de cerca de 16% no número de lojas online em 2007, com previsão de 2008 ser muito maior, inclusive com a movimentação de grandes varejistas, como o Wal-Mart.

Aqui na empresa estamos observando um crescimento da mesma ordem de empresas buscando solução de implementação de lojas virtuais, bem como um grande número de consultas sobre a gestão de eCommerce e o uso de ações de email marketing.

Mas o que quero alertar é que estão entrando no mercado a cada ano novos e-consumidores, aumentando as excelentes perspectivas do setor, mas ao mesmo tempo, aumenta o volume de opções e todos sabemos que na web, a troca de uma loja pela outra é na mesma velocidade de um clique.

Se é seu caso, ser gestor de uma loja online - ou pelo menos ficou responsável por estudar o mercado e apresentar para a empresa um planejamento de negócios online - é importante ter em mente que terá que desenvolver diferenciais.

Dentre centenas de estratégias para tal, não posso deixar de apontar para uma importante - afinal preciso fazer a empresa ter resultado - que é o uso estratégico do Vale-Compras. Ele pode e deve ser usado como um diferencial na decisão de compra, visto que naturalmente o consumidor tem o raciocínio de que na web, os valores de compra são mais baratos.

Encare o uso de vales, descontos, etc, como investimento para captar clientes para sua loja e não caia no raciocínio (o que é natural) de que o “desconto” é diminuição da margem. Este pensamento muda quando você faz um simples cálculo:

1. Investimento em um canal de Mídia: R$ 10.000

2. Quantidade de pessoas que acessaram: 40.000 (custo do clique R$ 0,25)

3. Quantidade de pessoas que fizeram um pedido na sua loja: 400 (1% é um número interessante)

4. Quantidade de pessoas que finalizaram o pedido, ou seja, pagaram o produto: 240 (60% sobre os 400)

5 Custo de Aquisição de um cliente: R$ 42 (10.000 divididos por 240)

6. Ver as vendas crescendo: não tem preço

Ou seja, nesta operação, neste canal, sua empresa gastou R$ 42,00 para provocar que uma pessoa realmente convertesse uma compra, neste caso inclusive, gerando cadastro em sua base de dados.

Agora, se você tiver uma opção de investir R$ 30 para conquistar um cliente que realmente vai comprar em sua loja e melhor, sua empresa “pagará” este valor apenas se a compra for efetivada?

Bem, eu conheço esta opção!

:)

Mídias Sociais 2.0

18 August 2008
Ricardo Cabianca
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Se pensarmos em evolução, tal qual o que conhecemos como web 2.0, creio que podemos pensar que as mídias sociais já estão na versão 2.0, visto o grande movimento em torno destes canais e a avalanche de atividades ocorrendo, tudo ao mesmo tempo agora.

É o que aponta a Wagner Fontoura, editor do Boombust, quando convoca um grande número de profissionais para participarem do “Mídias Socias em Debate 2008“. Uma evolução do primeiro debate ocorrido no ano passado, onde o objetivo era - segundo o próprio Wagner, “criar conteúdo de base, sobre o qual se formou, no decorrer do ano seguinte, uma trilha que levaria à consolidação dos blogs como mídia relevante, como modelos de negócio.

E neste ano, o debate abre o leque para todos os canais de mídias sociais, já apontando para inclusive, ser um “esquenta” para o Fórum de Mídias Socias e Digitais (FMDS), que está programado para acontecer no final do ano e que nas próximas semanas já ganhará formato e estrutura.

Bem, fui convidado pelo Wagner para assumir a moderação de um dos painéis, sendo:

Painel 3: Modelos de negócios para a web 2.0

O trabalho não será fácil, visto o naipe dos profissionais que farão parte deste painel. Mas como tudo na vida, trata-se de mais um desafio para todos nós, principalmente porque se trata de um novo meio, novos canais, novas formas de se relacionar e gerar resultados.

Tal qual o Wagner, não acredito em verdades absolutas, mas creio em uma troca franca de idéias, experiências e resultados que nos fazem formar e\ou mudar opiniões, sempre com foco em melhorar cada vez mais.

“Modelos de negócios para a web 2.0″ é um tema interessante e apresenta margem para um sem número de discussões, mas deixarei o “conteúdo” para o debate.

O que gostaria é de convocar você, para participar da formação de mais um segmento de comunicação e fazer mercado, quem sabe participar de mais um capítulo da história da Internet brasileira.

As empresas querem ver resultados (lucro) usando as Mídias Sociais.

14 August 2008
Ricardo Cabianca
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Quando conheci a Internet - e já faz tempo - a primeira impressão que tive foi “fantástico poder estar interconectado com muitas pessoas diferentes”. E a segunda impressão que tenho, quando se passaram mais de 10 anos da primeira é “fantástico receber o conhecimento de muitas pessoas diferentes”.

E esse é, na minha opinião, o maior bem conquistado com a web nos dias de hoje, ou seja, poder receber e compartilhar conhecimento, com o objetivo principal (mesmo que as vezes inconsciente) de fazer a informação circular.

Para facilitar o entendimento desta visão, sempre me lembro e cito uma passagem que o Jairo Siqueira publicou em seu blog sobre criatividade, sobre um fazendeiro que distribui suas sementes premiadas de milho para os demais fazendeiros vizinhos, com o simples propósito de receber em troca um pólen de qualidade, trazido pelo vento.

Bem, agora pela manhã fui me atualizar no conhecimento e informação, quando encontrei dois textos excelentes que são como o milho premiado do fazendeiro.

O Fábio Cipriani do blog Serendipidade fez uma leitura interessante do processo das mídias sociais, com foco nos resultados que possam promover, tanto social quanto econômico.

Segundo ele, existe um ciclo na “economia viral”, que se traduz nos pontos: criar - transmitir - receber - reagir - criar… e montou um quadro excelente (lembra aquela piada “entendeu ou quer que eu desenhe?”) sobre o Teorema da Economia Viral, que explica exatamente como se processa a informação dentro das mídias sociais, onde estão os pontos que as empresas, que tentam usar estes canais, devem pesquisar para gerar resultados positivos.

Ao mesmo tempo, a Samantha Shirashi publicou um texto com o título “Orkut é para se trabalhar?”, onde apresenta alguns casos de resultados reais sobre sua experiência profissional usando o Orkut, aquela rede social que teimam em dizer que só serve para encontrar amigos.

Pegando todo este conhecimento e somando a reação que desencadeou em minha cabeça, sou levado ao seguinte raciocínio (aproveitando a numeração do Teorema do Fábio):

1. Os profissionais que lidam diretamente com as mídias socias são e devem ser respeitados e ouvidos pelas empresas, porque eles conhecem (e vivenciam) a linguagem deste meio, e são capazes de - usando a verdadeira responsabilidade e ética (citadas inclusive pela Sam em seu texto) - criar temas e estratégias capazes de alcançar os resultados esperados pelas empresas.

2. É importante identificar os verdadeiros “nós sociais”, aquelas pessoas que tem reconhecimento junto a grupos de pessoas, que são da mesma forma reconhecidos pelo conhecimento que promovem e pela ética que apresentam. E tal qual a formatação de público-alvo, estes “nós” devem ser estudados por nichos. Tal qual o pessoal da nova Pólvora Comunicação tem feito, formatando um “casting em mídias sociais“.

3. Seguindo a explicação do Fábio para o que ele chama de “SUCCEs”, entendo que aqui se aplica o trabalho de especialistas em comunicação - e devemos inserir os publicitários e jornalistas - que são capazes de traduzir a “explicação” da alguma informação para o público a qual é direcionada.

4. Aqui entram os canais das mídias sociais, e um excelente exemplo é o Orkut, dado pela Sam. Num encontro na Léo Burnet em São Paulo, o foco eram os blogs - apesar do tema ser mídias sociais - e apesar de insistir que não devemos nos limitar a blogs, não fui “ouvido” na ocasião. Mas está mais do que claro que o maior processo a ser estudado é a capacidade de interação das pessoas por meio da web, seja em qual canal for.

5. Reação. Aqui que a “coisa” pega. Faz tempo que ouço muitas empresas se perguntando como gerar resultados por meio das mídias sociais. E faz tempo que aponto que devemos ser francos e claros: toda empresa quer ter resultado financeiro, mesmo que o princípio seja o famoso “branding”. O foco é “quanto vai aumentar o resultado, as vendas, a margem, o ticket médio, etc…”.

Como se trata de um ciclo, voltamos portanto ao item “1″ e convoco os que se encaixam naquele item a estudar e descobrir como fazer com que as empresas tenham resultado financeiro usando as mídias sociais.

Aqui na empresa, somos prestadores de serviços, mas ao mesmo tempo lojistas, já que somos gestores de lojas virtuais e por conta disso investimos em mídia.  Por isso que posso afirmar que quando conseguirmos provocar e provar resultados, as mídias sociais terão seu devido reconhecimento.

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