“O senhor dono da mercearia, conhecia todos os seus clientes e sabia exatamente o que cada um gostava e precisava comprar. E também sabia dos acontecimentos ocorridos na cidade. Certa vez, uma senhora passava pela rua e Seu Ângelo chamou-a e disse: “Dona Maria, parabéns pela formatura de sua filha, já encomendei um tecido vermelho para fazer o vestido para a festa!”. Outro dia, um menino veio comprar farinha para a mãe e Seu Ângelo disse para o garoto: “Leva também este adubo para o seu pai. Vai ajudar na nova roça de milho.”
Este é um trecho de um artigo chamado “Relacionamento é a Alma do Negócio” que escrevi em 1999 e já “rodou” a web sendo publicado em diversos sites. Ele fala da necessidade de qualquer negócio, em conhecer e reconhecer as características de seus clientes, principalmente os desejos e necessidades.
E um artigo publicado por Don Peppers (sócio-fundador do Peppers & Rogers Group, empresa referência em relacionamento com o cliente, sob a ótica do marketing 1 to1) na última Época Negócios, trata desta necessidade - mas focando mais na discussão sobre o uso de geo marketing ou marketing one-to-one.
Mas resolvi trazer este tema para cá, por conta de um trecho que fala sobre a necessidade de se procurar entender e prever quais serão as próximas necessidades e desejos dos clientes das empresas. E ainda lança uma pergunta: “… De onde vem a informação sobre o cliente? A mídia social e outras tecnologias web podem contribuir, mas Vytlacil defende a interação direta entre cliente e empresa como forma de obter insights importantes.”
Perceberam que tocam (também) nas mídias sociais? Perceberam que é uma forma pela qual os estrategistas enxergam os blogs? Tudo bem, não é a única forma de se interagir, se relacionar e entender o que seu cliente quer, mas dentro da discussão sobre a Web 2.0 e mais precisamente sobre a explosão - que a meu ver ainda não aconteceu - dos blogs, este é um dos canais de contato, comunicação e relacionamento que se pode usar.
Vamos deixar de lado os “macacos” citados pelo Estadão e pensar que com a facilidade de se difundir conhecimento e opinião através das ferramentas de publicação de conteúdo via web - os blogs - muitos consumidores podem expressar o que acham de determinados produtos e serviços. A criatividade no uso fará a diferença.
Ainda não temos uma receita ou fórmula (e espero que não tenhamos algumas mas sim muitas inovações) para os ambientes corporativos aprenderem como usar os blogs como canais de relacionamento, e por isso é necessário muitos debates, testes, tentativas, acertos e erros.
Por outro lado, se você é um leitor de blogs, sabe que tem que entender o perfil do editor e se relacionar com ele para ter discernimento crítico e saber separar o bom blog do “macaco” do Estadão, e se você é blogueiro, precisa entender o que seu leitor quer, o que ele deseja e entregar exatamente o que precisa.
Eu já comecei a tentar entender meus leitores. Na página principal deste site tem um link chamado Relacionamento. Se clicar lá, eu te pergunto quem é você. Se responder, saberei para quem estou escrevendo.
Aproveita e dá uma lida no artigo do Don Peppers aqui. E já que chegou até o final deste post, porque não deixa um comentário? Vamos lá, a blogosfera precisa girar e não paga nada…









É o caso que - da mesma forma - Luiz Alberto Marinho aponta como exemplo contraditório da pesquisa que apresentou. Trata-se da Frito-Lay, dona da marca Doritos. Segundo Marinho, eles colocaram nas prateleiras dos supermercados um novo produto chamado Doritos X-13D que é um nome provisório e caberá aos fãs de Doritos escolher o definitivo, pela web, é claro. Em 1 mês já chegaram 100 mil sugestoes. É a melhor prova do espírito colaborativo, interativo e de relacionamento provocados pela terceira onda da web, a famosa Web2.0!