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Rede Globo e as mídias sociais.

11 December 2008
Ricardo Cabianca
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Independente do resultado, a aproximação de profissionais atuantes nas mídias sociais com uma empresa de comunicação do porte da Rede Globo é, no mínimo, fato para se registrar e acompanhar de perto.

Na última edição de 2008 do Café com Blog, organizado pela Revista Bites, colocou frente a frente 50 profissionais das mídias sociais com parte da equipe de desenvolvimento da próxima novela da Rede Globo, chamada “Caminho das Índias“.

Nesta “parte” da equipe da Globo estavam nada menos que, talvez, as figuras principais da história: a autora Glória Perez e a pesquisadora - e uma espécie de braço direito da autora - Giovana Manfredi, que realizou um excelente trabalho de pesquisa sobre a Índia, quando inclusive foi viver uma temporada no país, para efetivamente trazer para a novela, e os atores e atrizes, a sua experiência.

O objetivo do encontro parecia inicialmente um focus group, onde a Glória Perez iria tirar boas informações sobre a atuação de um blogueiro, visto que na novela existirá uma personagem - Indra, um adolescente indiano que terá um blog.

Mas na verdade, além disso é claro, fomos surpreendidos com uma proposta da própria autora. Ela quer que todos nós tenhamos algum tipo de interação com o próprio Indra, nos relacionando com seu blog, propondo temas que podem ser debatidos na própria novela mas com um alerta: estaremos “falando” para o grande público.

Uma das questões propostas foi a possibilidade do Indra levantar questões sobre o direito autoral na Internet, sofrimento constante dos que publicam conteúdo nesta “área livre” - todos sabemos de pelo menos um caso de alguém que “pegou” conteúdo de outro alguém, sem ao menos apresentar os créditos.

Na minha opinião, o blog é um megafone do cidadão e a novela pode se tornar um megafone das mídias sociais.

A proposta é muito interessante e levando em conta as conversas que tivemos - tive o prazer de almoçar com a própria Glória Perez e a Giovana - ao mesmo tempo que ajudaremos a potencializar a personagem (sim, porque divulgação para o blog que existirá não precisará de nós :) ), a autora nos ajudará a, no mínimo, mostrar que o uso consciente da web é muito mais do que mandar emails ou digitar “oi q tc?” no messenger.

Em se tratando do blog da personagem - que existirá efetivamente e terá interação com o mundo real - por pouco a Rede Globo não “comeu mosca”. Na platéia estava ao lado do Luiz Yassuda quando pedi para que ele fosse até o Registro.br para verificar o domínio www.blogdoindra.com.br e para nossa (quase não) surpresa, não existia o registro. Mas não precisam se preocupar, como bom profissional ético, dei a dica de um milhão de dólares e informei a falha deles. Foi uma correria… :)

Deixando de lado a análise do encontro, não posso deixar de registrar a simplicidade e simpatia da Glória Perez - que de estrela não tem nada, no sentido de ser “intocável”, pelo contrário. Muito bem humorada e com raciocínio rápido, que creio, devam ser características de qualquer profissional que tenha o dom de escrever para a multidões, o bate-papo com ela sobre o processo de construção de uma novela foi muito bacana.

A recepção e facilidade do contato com todos da Rede Globo foram uma das atrações. Confesso que achei que teríamos um embate egocêntrico - acho que você concorda e entende o que quero dizer. Mas pelo contrário, foi efetivamente um dia muito interessante!

Por fim, todos podem ver as fotos deste encontro e perceber abaixo o que falei sobre a simpatia da Glória…..já fiquei amigo….:)

Atualizando!

Participaram desse encontro: Alexandre Inagaki; Ana Cláudia Bessa; Antonio Tabet; Caio Novaes; Cynthia Cardoso; Deive Pazos; Edney Souza;Felipe Neto;Fernanda Furquin;Guilherme Valadares; Guilherme Zaiden; Helton Kuhnen;Juliano Spyer; Liliane Ferrari; Luiz Jeronimo; Luiz Yassuda; Luiza Gomes; Marina Santa Helena; Manoel Fernandes; Max Reinert; Rachel Juraski; Rafael Ziggy;Renata Deos;Rene de Paula Jr.; Rodrigo Fernandes; Rosana Hermann, Samantha Shiraishi, Silvio Tanaka;Thiago Borbolla; Tiago Dória;Tyffani;Urso Branco;Wagner Fontoura ; Zeni BastosVeriana Serpa;

Uma rede social não se mede pela audiência e sim pelo resultado que ela pode gerar.

29 August 2008
Ricardo Cabianca
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Já é a segunda vez nesta semana que cito o Marcelo Coutinho aqui, mas desta vez “ele foi longe”…rs

Durante o dia de hoje, recebi um email dele encaminhando seu raciocínio sobre o valor de uma rede social e que foi publicado no blog da Idéias 2.0. Juro que passei o resto da tarde e princípio da noite ruminando as conclusões, ou pelo menos, as “levantadas de bola” que o Marcelo fornece em seu texto.

E como nesta vida de rede social, os nós são interligados por hyperlinks, aqui vai a minha visão sobre o que imagino ser o “valor de uma rede social“.

A primeira “bola” que o “levantador” oferece é esta: “Uma primeira aproximação do mercado [com as Redes Sociais] é a de medir o valor de uma rede social pela sua audiência, o que é um equívoco, pois equivale a igualar um “espectador” a um “amigo” ou “inimigo”.

Concordo plenamente e este é o maior erro do mercado publicitário - e seus clientes anunciantes. Estão tentando enxergar as mídias sociais com os mesmos olhos dos veículos de mídia, digamos, tradicionais.

Uma pequena, antiga e rápida história para ilustrar. Em 1992 eu atendia uma grande indústria de cerveja, que tinha um produto que estava perdendo mercado. Dentre algumas estratégias colocadas em prática, a que ficou sob minha responsabilidade foi a de identificar em algumas cidades, pessoas influentes que tinham o costume de oferecer em suas residências, festas, jantares… O que fizemos: “contratamos” estas pessoas, as treinamos sobre o produto e “patrocinamos” as festas, somente para que falassem sobre o produto, servissem o mesmo e seus convidados saíssem de lá com o pensamento: “se fulano bebe a cerveja xpto, eu também vou beber…”.

Agora, uma pequena, rápida e atual história. Em uma das lojas que administramos aqui na empresa, a Sepha Perfumes, os consumidores tem a liberdade de comentar o que acham dos produtos, chegando ao ponto de quase virar um “chat”, como é o caso do 212 Sexy de Carolina Herrera. Se um consumidor está em dúvida sobre determinado produto, creio que 13 pessoas falando sobre, pode, no mínimo, levantar a atenção sobre o mesmo.

O que estou declarando é que o Marcelo foi perfeito e brilhante em tentar demostrar em números - e ele raciocína assim, afinal não seria diretor do Ibope Inteligência - o quanto vale uma rede social. Mas melhor do que isso, foi entender que não é possível “valorar” uma rede social, como os anunciantes e suas respectivas agências teimam fazer, para tentarem entender e usar este segmento.

Ainda não temos métricas padronizadas - e acho que um dia até podemos chegar a tê-las - mas certamente o maior valor das redes sociais está no resultado que elas podem provocar.

Por exemplo, será que uma das treze mulheres que comentaram sobre o perfume na Sepha não provocou pelo menos um venda? Claro que sim! Tanto que além de medirmos isso internamente, promovemos tal canal.

O que está claro é o seguinte: o que aumentou foi o trabalho braçal e de inteligência para captar todas as formas de comunicação segmentada e pulverizada em diversos canais e centenas de milhares de nichos de público. E quem quiser se estabelecer neste novo mercado, terá que suar a camisa, e muito!

O que confirma a conclusão do Marcelo em seu artigo: “Capital social não se “compra”, se constrói. Através de interações relevantes, recíprocas e duradouras –ou seja, um projeto de comunicação com redes sociais não vai caber na régua estreita do “ROI” de orçamentos mensais. Mais do que grandes números –ou investimentos— exige um trabalho constante e perene.

[update ultramegafast] O que profissionais atuantes nas mídias sociais falam sobre a relação das empresas com estes canais

Com uma pequena ajuda do meu amigo Google.

28 August 2008
Brian Barnes
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Como este é meu post de estréia, vou começar escrevendo um pouco sobre mim, ou melhor, para não parecer narcisista, um pouco sobre o meu trabalho e a respeito do que eu gosto de fazer. Sou analista de Mídia online na WB4B, diariamente planejo e controlo os investimentos de nossos cliente nos canais de comunicação na Internet que escolho junto com a equipe de marketing da empresa. Como passo boa parte do dia navegando na Internet, acabo encontrando muito conteúdo interessante, por isso leio bastante coisa. Quase sempre não tenho muito tempo pra ler tudo o que quero, até porque tenho que estar sempre atento às constantes mudanças dentro dos canais, por isso acabo sempre copiando o link e mandando pro meu e-mail pessoal pra depois ver e ler em casa com mais calma. Foi assim que surgiu o assunto para este post.

Antes de continuar, vou deixar bem claro que sou um grande fã do Google e de tudo que ele nos proporciona, por isso, não vai ser com pouca frequência que irei escrever sobre o assunto aqui. Bom, apresentações feitas, vamos ao assunto do post.

Já não é mais novidade criar um hotsite como complemento de um teaser para uma campanha publicitária. Também não é de hoje que vemos outdoors, páginas de revistas, comerciais para televisão entre outros, com o famoso jargão ao final: “Aguardem”.

Durante alguns dias, uma campanha em especial tem me deixado curioso. É uma campanha de rua aqui em Curitiba bem chamativa. Pra quem ainda não viu, fica em uma construção no cruzamento das ruas Comendador Araújo e Visconde do Rio Branco (Veja no Google Maps). Como é um local por onde passo com certa frequência, quase que diariamente, logo que a ação foi montada, já fui logo entrar no site (www.futurohoje.com.br) divulgado na fachada do local.

Ao entrar, tive a princípio, meio que uma decepção. Não encontrei as respostas do que queria saber. O que estaria sendo construído naquele local? Qual seria a empresa por trás disso? Admito que pensei até em perguntar para um dos seguranças que ficam lá dia e noite. O site apresenta um formulário com um concurso cultural valendo uma viagem para NY. No rodapé, apenas as logos das construtoras Thá e Rossi, mas não deixando claro que são os donos da ação.

Eu fiz a suposição de que ambas as empresas seriam apenas as construtoras responsáveis pelo empreendimento. Então,fui ler o regulamento e nele eu descobri que a ação era de fato das duas empresas. Fui atrás de mais informações e finalmente digitei “Rossi” no Google e achei uma notícia no clickmarket com mais algumas respostas. A Rossi vem reformulando e modernizando sua marca e seu conceito, por isso criou esta campanha com o título “O futuro vai chegar muito mais rápido em Curitiba”. O resultado da campanha será mostrado ao público somente no mês que vem.

Esta ação e todo o suspense e curiosidade das pessoas que passam na rua não seria completo sem a criação deste site. Eu arrisco a dizer que hoje uma ação como esta não pode ficar ser um complemento na internet, onde as pessoas chegam em casa, acessam e lembram do que viram na rua e ficaram curiosos. O buzz que esta ação está gerando na internet, sem contar o boca-a-boca comum, é muito mais interessante do que se eles tivéssem apenas colocado na fachada uma frase mais ou menos assim “Em breve, mais um grande empreendimento”.

Esse é apenas um exemplo de ações que fazem o uso da internet, não apenas com hotsite, mas também com o uso de outras mídias sociais como o Orkut e Blog, além do nosso querido YouTube, que a cada dia se mostra uma ferramenta mais completa para o uso dele como mídia. O importante é usar com Inteligência. Não adianta colocar um vídeo aqui, uma comunidade ali e criar um blog lá, se não tiver integração, tem que atrair o público que adora ver coisas engraçadas, divertidas, curiosas e fantásticas e induzi-lo ao buzz, ao retorno, à compra, ao cadastro ou seja qual for a intenção da ação.

Cada dia vemos uma inovação, um jeito novo de usar a internet, e a mesma, se transforma e faz com que todos dancem conforme o seu ritmo. Quem não souber dançar fica pra trás. Neste meio não dá pra vacilar, é preciso se informar e ler muito para estar sempre atualizado. E para isso, temos a própria internet e todo o seu conteúdo para explorar.

Decisão de compra é tomada no ambiente virtual.

17 November 2007
Ricardo Cabianca
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Há algum tempo, motivado por uma promoção para a revista Carta Capital, desenvolvida pelo Secundum, na sua primeira fase, passei a me inspirar em matérias publicadas no site da revista, trazendo para o tema deste blog - comunicação, marketing e relacionamento, desenvolvendo minha opinião sobre o assunto. Ilustração_Walter Nomura - Época Negócios

Gostei da história e passarei a fazer o mesmo, não só com a Carta Capital, mas com outras revistas que leio e gosto. Desta vez, usarei como “banco de sangue” a revista Época Negócios, e uma matéria sobre perfil dos novos consumidores.

Todos sabemos que a nova onda da internet, onde a troca de informações entre pessoas, potencializou o que já era natural, ou seja, uma pessoa falar bem ou mal de determinado produto ou serviço que usou, para um vizinho, parente, amigo…

Segundo pesquisa realizada pela Accenture, tema do artigo publicado no site da Época Negócios, foi identificado que o padrão tradicional para segmentar os consumidores, seja por renda, faixa etária ou mesmo nível de educação, dificilmente resultará em estratégias vencedoras.

Ainda, o artigo afirma que “…mais e mais as decisões de compras são influenciadas pelas discussões acerca de produtos e serviços nos ambientes virtuais. É em sites de compartilhamento de conteúdo, salas de bate-papo e blogs que se espelha hoje a diversidade de mercado.

Ainda faz uma referência que os gadgets são os produtos mais buscados neste ambiente virtual e por conta disso os adolescentes são responsáveis por decisões de compras nas famílias. Apesar da pesquisa ter sido realizada nos EUA, Europa e Ásia, podemos entender que o Brasil segue esta tendência, visto que o brasileiro usa muito os sites de relacionamento e publicação de conteúdo.

Com a realização da pesquisa, foram apontados oito diferentes perfis de consumidores:

Pioneiros - Famílias ou casais sem filhos dispostos a gastar quantias elevadas com as últimas novidades tecnológicas. Usam computadores pessoais, mas sem fanatismo. Os marqueteiros podem alcançá-los por meios tradicionais, especialmente a TV.

Tecnocêntricos - Possuem um conhecimento avançado sobre tecnologia e as últimas diversões digitais. As decisões de compra na casa são tomadas de forma coletiva, com forte participação dos filhos adolescentes.

Utilitários - Sem filhos. Compram produtos e serviços que podem tornar sua vida mais fácil. Têm uma relação dúbia com a internet. Consideram a web útil, mas acham que não atende a todas as suas necessidades. Participam pouco das redes de compartilhamento de conteúdo.

Básicos - De baixa renda, querem apenas o fundamental. São indiferentes às novidades tecnológicas. Dedicam pouquíssimo tempo ao computador e à televisão, ainda menos do que o grupo dos “utilitários”. Campanhas sofisticadas não atingem esse público, mais receptivo a ofertas de serviços de baixos custos para o atendimento de necessidades concretas.

Familiacêntricos - Pouco interessados em tecnologia de ponta, preferem assistir a programas familiares na televisão. Usam a internet apenas para se comunicar. A criação de conteúdos na rede não os interessa.

Socialites - Sem filhos, gostam de criar conteúdo na internet. Atentos às novidades que surgem na rede e ligados a modismos, avisam os colegas quando descobrem que um novo ringtone está disponível para download.

Jovens casais - De alta renda. São casais sem filhos ou com crianças pequenas e pré-adolescentes. Gostam de adquirir produtos que divirtam a família. Em razão de conteúdos inapropriados, preocupam-se com o uso da internet pelos filhos.

Criadores - Usuários fanáticos de computadores, eles utilizam as tecnologias mais avançadas para criar e dividir conteúdo na rede, num nível mais intenso do que os “socialites”. Campanhas que ofereçam soluções para a criação de conteúdo têm forte apelo para esse grupo.

Independente dos perfis encontrados, e eles são interessantes e importantes, podendo ajudar a sua empresa a entender melhor os desejos e necessidades de seus consumidores, o que gostaria de destacar é o que já temos debatido há tempos, ou seja, o poder que os blogs podem ter na formação de opinião e decisão de compra e uso de produtos ou serviços.

Ainda estamos evoluindo, não somente no Brasil mas em outras partes do mundo, até mais a frente no uso deste novo canal de comunicação. De qualquer forma, já existem centenas de empresas e profissionais tentando entender como usar um blog de forma estratégica.

O Nossa Opinião é um exemplo!

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