Sinceramente, em resumo, foi mais do mesmo.
Mas nem tudo. Em primeiro lugar, foi muito bacana ver uma boa parcela de blogueiros sendo credenciados como canais de informação - ok, como Imprensa, mas uma boa parte não é jornalista - para de alguma forma “cobrir” o evento, ou melhor, acelerar as informações tratadas durante o mesmo, por meio dos novos canais, neste caso o Twitter.
Em segundo lugar, encontrar pessoas ao vivo faz valer muito a pena esta vida inteconectada. Nenhum texto publicado, nenhuma menção em rede social, nenhum link, vale mais do que um bom aperto de mão e um abraço.
Mas voltando ao foco do evento, as duas palestras da parte da manhã foram interessantes para vermos e ouvirmos o que grandes pensadores e profissionais dizem sobre o mercado.
Mr Lawrence Lessig, criador do Creative Commons, deu uma aula de história americana para explicar o conceito de propriedade intelectual. Particularmente penso que sim, podemos dividir nossas criatividades com todos, desde que respeitem o que eu faço e, se for para gerar receita com ela, que eu ganhe também. E este é o maior problema: sempre quando entra o vil metal, interesses lucrativos, a conversa de compartilhamento muda de figura.
Em seguida, Mr Seth Godin, no alto do monte, efetivamente vestido de guru, diz que para uma marca crescer e aparecer na web, ela precisa criar coisas que sejam comentadas pelos consumidores, que toquem o lado emocional das pessoas e que o modelo de publicidade que interrompe o tempo das pessoas - TV - está falido.
Bem, 90% do que ele disse é o que 10% do mercado profissional de comunicação já sabe, só não concordo que publicidade em TV está falida, porque ainda temos 70% da população que assiste novela das oito…
Isso nos leva para a última parte do dia do evento, quando alguns profissionais reconhecidos no mercado de comunicação subiram no palco sob o tema “Verdades incovenientes da publicidade 2.0″ e o que pude notar é que a grande verdade é que ninguém sabe exatamente o que está sendo feito.
Na verdade, tudo vale a pena, desde que tenhamos capacidades de usar a criatividade para realizar o propósito da nossa existência no mercado, ou seja, vender o produto do Cliente.
Isso é papo para um livro inteiro e para um grande, amplo e continuo debate, que pode ser aqui neste blog, que pode ser em fóruns, em troca de emails, no Twitter, etc. Mas é necessário mesmo se debater para descobrirmos coisas novas a cada momento.
Acompanhe o dia de hoje do #digitalage08, acho que teremos excelentes surpresas!
E leia também o que outros profissionais viram no #digitalage08, neste caso do Gilberto Jr e a Bruna Calheiros.









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