Fastshop: aprenda como NÃO atender bem o consumidor.

30 November 2008
Publicado por: Ricardo Cabianca
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Sim, este texto é o relato de um problema que tive com a Fastshop, por um detalhe que poderiam ter resolvido sem maiores dores de cabeça.

Não vou me alongar, mas como todos sabemos que canais como este blog são fantásticos para apresentar casos e provocar que demais pessoas fiquem atentas e tomem suas próprias decisões, não vou me furtar ao direito de usá-lo.

No dia 27 de novembro passado, estava em São Paulo e por acaso precisava comprar um laptop (o meu havia sido roubado na viagem de Curitiba para São Paulo, dentro do ônibus da Viação Cometa, mas isso é uma outra história) e assessorado pelo Helton Kuhen, fui verificar alguns preços na Avenida Paulista.

Depois de algumas lojas, entramos na FastShop do Shopping Paulista e vimos um laptop HP por um preço muito bom. Um tempo de negocição, fechei a compra - R$ 2.230,00 - e tive o cuidado de perguntar ao vendedor: “Moro em Curitiba, se tiver algum problema com o produto o que faço?”, prontamente me respondeu que bastava levar em qualquer loja, até porque a própria HP dá 15 dias (ao invés de 07 que é determinado pela lei) para que o consumidor possa trocar o aparelho - registrado inclusive na nota fiscal.

Voltando para Curitiba no mesmo dia, verifiquei que o dito equipamento não desligava.

Depois de várias tentativas de contato com o call centar da HP, resolvi levar a uma loja da FastShop no Shopping Crystal (em Curitiba). Formataram o HP, clicaram, mexeram e constataram o defeito: o laptop não desligava nem com reza brava!

Simples, vamos trocá-lo, disse o ingênuo consumidor que vos escreve! O raciocínio é lógico, pois se trata de uma rede.

Como comprei em São Paulo e estava em Curitiba, o SAC da tal empresa não autorizou a troca, visto que haveria uma diferença de ICMS.

Em resumo, depois de uma semana de contato e negociação, tive que ir até São Paulo para trocar o equipamento, visto que meu advogado disse que infelizmente não poderia obrigar a loja a efetuar a troca na cidade.

Bem, apesar de estar com um aparelho novo - superior, porque não tinham um igual ao meu e ainda paguei a diferença - já existe um processo contra esta empresa no Procon e na Justiça.

O que mais me espanta é que eles terão custos muito mais superiores do que se tivessem assumido a diferença de ICMS entre os estados do Paraná e São Paulo e efetuassem a troca onde eu estava, do que terão agora, com deslocamento de advogado para Curitiba, custas, etc.

São pequenos detalhes que com um pouco mais de atenção, principalmente cuidado dos gestores da empresa, em entender e ouvir os consumidores, poderia transformar um texto como este, bem como os quase 80% de pessoas que disseram no Reclame Aqui que não voltariam a comprar na FastShop, em uma força positiva e criar alguns defensores da empresa.

Para terminar, é claro que talvez não tenham entendido que o mercado mudou, o consumidor ganhou efetivamente voz ativa, mas certamente em algum momento terão que mudar esta ótica para se manter no mercado.

1 comentário

  1. Luiz Aquino - 1 December 2008 :

    Mas porque o mercado mudou, se diante de um histórico tão ruim na internet, você comprou justamente nessa empresa?

    Irá mudar quando nossa cultura mudar. Pode colocar o que quiser na internet se a pessoa não tiver o hábito de planejar uma aquisição o engajamento de uma comunidade, por si só, não muda nada…

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