No post anterior, veja aqui - citei que tenho feito algumas incursões no universo do Marketing Multinível, mas na órbita bem próxima do chão, ou seja, daqueles que são arrebatados pelas propostas de negócios e ganhos fáceis.
O mais incrível que percebi, além do que já falei antes, sobre o fato de que a possível remuneração alta é proveniente da participação % sobre os valores das adesões (que normalmente é cara), é que os produtos e serviços oferecidos são sempre colocados em segundo plano. Em quase 100% das apresentações que fui colocado a frente, toda a introdução é sobre os bônus e o produto em si, lá no final, as vezes só depois que questionei do que se tratava.
Mas antes, vou tentar conceituar o Marketing de Rede, a luz das informações que já obtive através de leitura, mas também a partir do retorno que tenho tido com as diversas conversas com pessoas e profissionais, que são a favor ou nem querem ver de perto uma proposta dentro desta estratégia.
Para começar, o real Marketing de Rede não tem relação com as antigas e tão famosas Pirâmides. Estas, surgidas nos anos 1980, eram “montadas” apenas com o repasse de valor monetário, sem entrega ou oferecimento de produto e\ou serviço. No Marketing Multinível, é condição que exista um produto e\ou serviço que será a (pseudo)mola para a existência e funcionamento do sistema.
Me aproveitando de um trecho da entrevista do Paul Zane Pilzer, publicada na Revista Network Marketing LifeStyles, que diz: “…. o fato de atualmente o Marketing Multinível ser feito tipicamente pessoa a pessoa por alguém que também é utilizador do produto. Ao contrário do vendedor de automóveis, de eletrônicos ou de vestuário, o distribuidor de Multinível é um utilizador experimentado, conhecedor e entusiamado com o produto que lhe está sendo solicitado…”, me faz ter certeza do que venho afirmando, de que esta estratégia é baseada no relacionamento, nada mais do que um consumidor indicar e vender um produto que ele usa realmente e o recptor da mensagem, confiar na opinião do outro. E ao vender literalmente, aí sim é remunerado.
E é nesta primeira tecla que bato com força para dar razão a grande massa que só de ouvir a palavra Multinível, já vira o rosto e faz cara de nojo, com toda a razão, porque por mais que o brasileiro esteja precisando de desenvolver algum negócio ou ter um emprego - ou seja, sobreviver - as promessas de altos ganhos com as “facilidades” do Marketing Multinível soam como uma enganação, pois esquecem que o consumidor em geral mudou sua forma de pensar sobre a escolha de um produto ou serviço.
Ou seja, o produto e\ou serviço tem que ser de qualidade, seguro e comprovado por quem o distribui. É simples, você não vai “comprar” nada se não tiver informações claras e seguras sobre o produto e\ou serviço.
Tive a informação sobre a ABEVD (Associação Brasileira de Vendas Diretas) e fui pesquisar o site. Lá encontramos algumas empresas que lançam mão das estratégias de Marketing Multinível e a própria associação cita a mesma em seu estatuto. Mandei um e-mail para a tal organização, questionando algumas coisas e me apresentando como um possível empreendedor de MMN.
Vamos aguardar a resposta deles. Enquanto isso, vou colhendo outras informações sobre estas estratégias para continuar meus multiníveis de questões sobre o Marketing Multinível.









Quais literaturas do setor te inspiram?
O bem e o mal.
Li seus comentários nos texto 1, 2 e final concordo que existem várias empresa dúvidosas, mas tambem acho que teu comentário já é um tanto tendencioso, de alguém que já tem opinião formada e que já coloca o MMN em uma situação de desvantagem. Existem empresas sérias em que o produto esta em primeiro lugar, onde os associados sobrevivem de bônus, mas da venda ou consumo do produto e não pela participação no cadastramento como sendo a principal fonte de renda.
Sou distribuidor independente Monavie, se cobra uma taxa de adesão que: Custeia um kit e da ao distribuidor um escriório
virtual não objetivando lucro, este só é possível com o produto. Gostaria que se não conhece passasse a conhece-la,
dai tera mais um ponto positivo a escrever no próximo texto,
quem sabe dando nome aos boi. O bem tem que vencer o mal.
fiquei com duvidas a respeito da sua desconfiança,a respeito do marketing de rede,
Mariano, não tenho “desconfiança”, pelo contrário, só questiono e critico as empresas que usam de forma errada as estratégias de MMM, posicionando o negócio como “renda extra”, “fique rico”, etc.